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Saúde Mental e Emoções

Ansiedade na Perimenopausa: Psicóloga Explica Por Que Aumenta e Quando Buscar Ajuda

Ansiedade na perimenopausa: mulher de meia-idade pensativa, com a mão no queixo, olhando para o lado

Você sempre deu conta de muita coisa. De repente, o coração dispara de madrugada, a preocupação não desliga, a irritação aparece por pouco e surge aquela frase: “eu não sou mais a mesma”. Se isso está acontecendo com você por volta da transição para a menopausa, saiba que não é frescura nem fraqueza. Existe uma explicação, e ela é maior do que parece.

Para entender a ansiedade na perimenopausa, o Vida Intencional entrevistou a psicóloga Luciana T. S. Massaro (CRP 06/56470), doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Terapia Comportamental Dialética e Terapia de Aceitação e Compromisso. Ela respondeu por escrito a quatro perguntas e indicou as pesquisas que sustentam as informações técnicas.

Resposta rápida: a ansiedade na perimenopausa pode aumentar porque as oscilações de estrogênio e progesterona se relacionam a sistemas ligados ao humor e ao estresse, e porque ondas de calor e noites mal dormidas aumentam a vulnerabilidade emocional. Segundo a psicóloga Luciana Massaro, muitas vezes não há uma causa única: corpo, história emocional e momento de vida interagem. Se a ansiedade restringe a sua vida, procure ajuda.

Retrato da psicóloga Luciana T. S. Massaro, sorrindo, de óculos, diante de uma parede de concreto
A psicóloga Luciana T. S. Massaro (CRP 06/56470).

Sobre a entrevistada: Luciana T. S. Massaro (CRP 06/56470) é psicóloga clínica, com 30 anos de experiência, doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e especialista em Psicopatologia e Dependência Química. Possui formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Terapia Comportamental Dialética (DBT) e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). Atua principalmente em saúde mental da mulher, transtornos do humor e luto, realizando atendimentos psicológicos exclusivamente on-line. Site: www.lucianamassaro.com

Ansiedade na perimenopausa: por que ela aumenta

A ansiedade na perimenopausa costuma pegar muitas mulheres de surpresa justamente porque aparece antes de a menstruação parar, quando ainda nem se pensa em menopausa. Ela não é o único sinal emocional dessa fase (falamos de outros no guia sobre sinais emocionais da menopausa e da perimenopausa), mas é um dos que mais assustam. A primeira pergunta à Luciana foi exatamente essa: por que a ansiedade costuma aumentar nesse período?

“A primeira coisa importante é entender que a menopausa não começa no dia em que a mulher tem sua última menstruação. Antes dela existe um período de transição, chamado perimenopausa, no qual os hormônios ovarianos passam por importantes oscilações. Por isso, algumas mulheres começam a perceber mudanças físicas e emocionais antes mesmo de associarem o que estão sentindo à menopausa.1

O estrogênio e a progesterona não atuam apenas no sistema reprodutivo. Suas oscilações também se relacionam a sistemas envolvidos na regulação do humor e da resposta ao estresse, incluindo neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina.1 Ao mesmo tempo, sintomas comuns dessa fase, como ondas de calor, sudorese noturna e alterações do sono, podem contribuir para uma maior vulnerabilidade emocional.”1

Nem toda ansiedade dessa fase é hormonal

Aqui está o ponto que a Luciana faz questão de destacar, e que costuma faltar nos textos sobre o tema:

“Mas é importante não atribuir toda ansiedade que surge nessa fase exclusivamente aos hormônios. Para compreender o que está acontecendo, precisamos olhar para a mulher como um todo: para as mudanças que estão acontecendo em seu corpo, mas também para sua história emocional, seus relacionamentos e o momento de vida que está atravessando. É isso que chamamos de modelo biopsicossocial: entender que fatores biológicos, psicológicos e sociais não acontecem separadamente; eles interagem e, juntos, podem influenciar a forma como cada mulher vivencia essa transição.1,2

Nessa mesma fase podem coexistir demandas e mudanças na vida profissional, inclusive a aproximação da aposentadoria; transformações na dinâmica familiar, como a saída dos filhos de casa e as mudanças no papel materno; o cuidado com pais que envelhecem; mudanças nos relacionamentos; transformações corporais; e questionamentos sobre envelhecimento e identidade. A literatura mostra que fatores como história prévia de saúde mental, eventos de vida estressantes e estresse crônico também precisam ser considerados.2

Por isso, muitas vezes não existe uma única causa. Existe uma interação.”

O ciclo entre sono, corpo e pensamento

A Luciana descreve como esses fatores podem se alimentar entre si, na perspectiva da TCC:

“Uma noite mal dormida pode aumentar a vulnerabilidade emocional no dia seguinte. Uma palpitação ou uma onda de calor pode ser interpretada como sinal de perigo; essa interpretação pode aumentar a ansiedade e o estado de alerta que, por sua vez, podem dificultar ainda mais o sono. Na perspectiva da TCC, corpo, pensamento, emoção e comportamento podem começar a alimentar um mesmo ciclo.”

Na prática, o ciclo costuma seguir esta ordem:

  1. a noite é interrompida por calor, suor ou despertar;
  2. no dia seguinte, a mulher está mais vulnerável emocionalmente;
  3. uma palpitação ou onda de calor é lida como sinal de perigo;
  4. essa leitura aumenta a ansiedade e o estado de alerta;
  5. o alerta atrapalha o sono da noite seguinte, e o ciclo recomeça.
Mulher de meia-idade sentada na beira da cama, com expressão pensativa
Noites interrompidas podem aumentar a vulnerabilidade emocional no dia seguinte.

Se as noites interrompidas já fazem parte da sua rotina, o guia sobre acordar de madrugada e o pilar sobre insônia ajudam a entender o lado do sono dessa equação.

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Ansiedade hormonal ou ansiedade que já existia?

Muitas mulheres se perguntam se o que sentem é a ansiedade na perimenopausa ou uma ansiedade antiga que ficou mais forte. Para a Luciana, a pergunta merece uma resposta cuidadosa:

“Nem sempre é possível, ou necessário, estabelecer uma fronteira rígida entre as duas coisas.

Um importante estudo longitudinal, que acompanhou quase três mil mulheres durante dez anos, mostrou algo interessante: entre aquelas que apresentavam baixos níveis de ansiedade antes da transição menopausal, a probabilidade de apresentar ansiedade elevada aumentou durante a peri e a pós-menopausa. Já entre as mulheres que anteriormente apresentavam níveis elevados de ansiedade, essa associação com o estágio menopausal não apareceu da mesma maneira.3 Isso nos ajuda a compreender por que algumas mulheres dizem: ‘Eu nunca fui assim. O que está acontecendo comigo?’

Por outro lado, uma mulher que já tinha histórico de ansiedade pode perceber uma intensificação ou uma mudança na forma como os sintomas aparecem nessa fase. História prévia de saúde mental, estresse e outros fatores psicológicos e sociais também participam dessa vulnerabilidade.2,3

Na avaliação clínica, portanto, mais do que perguntar ‘essa ansiedade é hormonal ou psicológica?’, considero mais útil investigar o que mudou.”

O estudo citado pela Luciana é o SWAN (Study of Women’s Health Across the Nation), realizado nos Estados Unidos. Os pesquisadores acompanharam 2.956 mulheres, com idades entre 42 e 52 anos no início do estudo, ao longo de dez anos.

Entre aquelas que apresentavam baixos níveis de ansiedade no início, as chances de relatar sintomas elevados de ansiedade foram aproximadamente 1,6 vez maiores durante a perimenopausa e a pós-menopausa, em comparação com a pré-menopausa. Essa associação permaneceu mesmo após considerar fatores como acontecimentos estressantes, dificuldades financeiras, percepção de saúde e sintomas vasomotores, como ondas de calor.

É importante lembrar que o estudo identificou uma associação, não uma relação de causa e efeito, e avaliou sintomas de ansiedade, não diagnósticos de transtornos de ansiedade.

Fonte: Bromberger e colaboradores, Menopause, 2013.

Os sinais nem sempre parecem ansiedade

“E olhar para essa mudança de maneira ampla é importante. Os sinais nem sempre aparecem apenas como aquilo que reconhecemos facilmente como ‘ansiedade’.”

Segundo a Luciana, eles podem aparecer em quatro áreas:

  • No corpo: palpitação, tensão ou alterações do sono.
  • Nas emoções: mais irritabilidade, medo ou sensação de estar constantemente sobrecarregada.
  • Nos pensamentos: que podem se tornar mais pessimistas, preocupados ou catastróficos (se a mente fica presa nisso, veja também o texto sobre pensamentos repetitivos).
  • Nos comportamentos: quando a mulher começa a evitar situações, se isolar ou deixar de fazer coisas que antes faziam parte da sua vida.

“Essa diferenciação é importante porque, muitas vezes, uma mudança emocional, cognitiva ou comportamental deixa de ser percebida como um possível sintoma e passa a ser interpretada como uma característica pessoal: ‘eu fiquei assim’, ‘não dou mais conta’, ‘não sou mais a mesma’.”

Perguntas que ajudam a investigar o que mudou

A Luciana sugere algumas perguntas. Vale anotar as respostas e levar à consulta:

  • Quando essas mudanças começaram?
  • Existe relação temporal com alterações no ciclo menstrual?
  • Surgiram também ondas de calor, sudorese noturna ou mudanças importantes no sono?
  • O que mudou no corpo, nas emoções, nos pensamentos e na maneira de agir?
  • Há acontecimentos estressantes ocorrendo ao mesmo tempo?
  • Como era o funcionamento emocional antes dessa fase?
Mulher de cabelos grisalhos anotando em um caderno o que mudou no corpo e nas emoções
Anotar quando as mudanças começaram e o que mudou ajuda na conversa com a profissional de saúde.

“Também é importante lembrar que sintomas como palpitação, insônia, fadiga ou alterações de concentração não são específicos da perimenopausa ou da ansiedade e podem ter diferentes causas. Dependendo da apresentação, uma avaliação médica pode ser necessária. O olhar mais cuidadoso não tenta escolher rapidamente entre ‘hormonal’ e ‘emocional’. Ele procura compreender como fatores biológicos, psicológicos e contextuais estão interagindo naquela mulher específica.”

Quando procurar ajuda

Para saber quando a ansiedade na perimenopausa merece cuidado profissional, a Luciana usa um critério:

“Eu costumo propor um critério bastante simples: quando aquilo que você sente começa a restringir a maneira como você vive, merece atenção.

Podemos observar três aspectos: frequência, intensidade e prejuízo. Com que frequência isso está acontecendo? Com que intensidade? E, principalmente, quanto isso está interferindo na vida que você gostaria de estar vivendo? Nem todo episódio de ansiedade significa que existe um transtorno, mas sintomas que se repetem, tornam-se muito intensos ou começam a produzir prejuízo merecem ser avaliados.”

Segundo ela, vale procurar ajuda quando:

  • a ansiedade interfere no sono, no trabalho ou nos relacionamentos;
  • a preocupação ocupa grande parte do dia;
  • surgem comportamentos de evitação;
  • você percebe que está deixando de fazer coisas importantes porque não se sente mais capaz de lidar com elas;
  • há uma mudança emocional significativa em relação ao funcionamento habitual, principalmente quando aparece de maneira relativamente abrupta.

Onde buscar apoio no Brasil:

  • UBS (Unidade Básica de Saúde): é a principal porta de entrada do SUS, inclusive para saúde mental, segundo o Ministério da Saúde. Lá é possível começar a avaliação e ser encaminhada, se for o caso.
  • Psicóloga e ginecologista: como a Luciana explica, o cuidado pode ser integrado, com psiquiatra quando necessário. Palpitação, insônia e cansaço têm várias causas possíveis, então a avaliação médica também conta.
  • CVV, telefone 188: apoio emocional gratuito, 24 horas, para quem está em sofrimento intenso (cvv.org.br).
  • SAMU, telefone 192: em qualquer emergência.

Para um mapa mais amplo de onde buscar cuidado, veja o nosso guia de saúde mental.

Como a TCC ajuda na ansiedade da perimenopausa

“A Terapia Cognitivo-Comportamental procura compreender a relação entre pensamentos, emoções, sensações físicas e comportamentos.

Imagine, por exemplo, uma mulher que acorda durante a madrugada com uma onda de calor e percebe o coração acelerado. Se imediatamente pensa ‘há alguma coisa errada comigo’ ou ‘estou perdendo o controle’, essa interpretação pode intensificar a resposta de ansiedade. O aumento da ativação dificulta voltar a dormir e aquela experiência pode passar a ser antecipada com medo nas noites seguintes.

Na TCC, podemos trabalhar a compreensão dessas respostas, identificar interpretações catastróficas, desenvolver formas mais realistas e flexíveis de avaliar o que está acontecendo e reduzir comportamentos que acabam mantendo a ansiedade. Dependendo das necessidades daquela mulher, o trabalho também pode incluir estratégias relacionadas ao sono e crenças sobre envelhecimento, imagem corporal, produtividade ou identidade.

Há evidências de que intervenções cognitivo-comportamentais podem ajudar mulheres durante a transição menopausal. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024, reunindo 30 estudos e 3.501 mulheres, encontrou redução de sintomas de ansiedade e depressão com intervenções de TCC.4

Isso não significa que a psicoterapia substitua uma avaliação médica ou outros tratamentos quando indicados. Em muitos casos, o cuidado mais adequado pode ser integrado, envolvendo psicólogo, ginecologista e, quando necessário, psiquiatra.”

Se quiser entender melhor como a ansiedade funciona fora desse contexto, o nosso guia sobre ansiedade reúne o básico, com sinais e caminhos de cuidado.

O que mais mulheres deveriam saber sobre a ansiedade nessa fase

Na última pergunta, pedimos à Luciana algo que raramente é dito. Ela respondeu com duas coisas:

“A primeira é: não atribua imediatamente a você mesma uma mudança que também pode estar acontecendo no seu corpo.

É muito comum uma mulher que sempre se percebeu competente, emocionalmente estável e capaz de lidar com muitas demandas começar a experimentar ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração ou alterações do sono e concluir: ‘Eu não estou mais dando conta’, ‘estou ficando fraca’, ‘não sou mais a mesma’.

Quando ela não compreende o que pode estar acontecendo durante a perimenopausa, corre o risco de transformar uma mudança que precisa ser investigada e compreendida em um julgamento sobre quem ela é.

Conhecimento, nesse caso, não elimina os sintomas, mas pode mudar profundamente a maneira como nos relacionamos com eles.

E há uma segunda coisa que considero igualmente importante: reconhecer a influência das mudanças hormonais não significa reduzir toda a experiência feminina aos hormônios.

A mulher que chega à perimenopausa traz consigo sua história, suas relações, suas crenças, seus medos, seus recursos emocionais e as demandas da fase da vida em que se encontra.

Às vezes, é justamente nesse período que estratégias utilizadas durante muitos anos, como dar conta de tudo, cuidar de todos, exigir muito de si, descansar pouco e ignorar os próprios limites, podem se tornar mais difíceis de sustentar.

Será, então, que a pergunta precisa ser apenas: ‘Como faço para voltar a ser exatamente como eu era antes?’

Podemos experimentar uma outra pergunta, mais cuidadosa e talvez mais fértil: ‘O que meu corpo e minhas emoções estão me convidando a compreender e a cuidar de forma diferente agora?’

A perimenopausa não é uma doença. É uma transição que pode trazer mudanças importantes e, para algumas mulheres, sofrimento que merece ser cuidado. Compreender o que está acontecendo permite substituir julgamento por curiosidade, buscar ajuda quando ela for necessária e olhar para si com mais gentileza. Talvez não se trate de voltar a ser quem você era antes, mas de aprender a cuidar de quem você é enquanto atravessa essa mudança.”

Perguntas frequentes

Como saber se minha ansiedade é hormonal?

Nem sempre dá para separar as duas coisas, e nem sempre é necessário. A Luciana sugere investigar o que mudou: quando começou, se tem relação com mudanças no ciclo menstrual, se vieram junto ondas de calor, suor noturno ou piora do sono, e como você era antes dessa fase. Como palpitação, insônia e cansaço têm várias causas, uma avaliação médica pode ser necessária.

A ansiedade pode surgir durante a perimenopausa mesmo em mulheres que antes não apresentavam esses sintomas?

Sim. Algumas mulheres podem perceber o surgimento ou a intensificação de sintomas de ansiedade durante essa transição. No estudo SWAN, mulheres que inicialmente apresentavam baixos níveis de ansiedade tiveram maiores chances de relatar sintomas elevados durante a perimenopausa e a pós-menopausa, em comparação com a pré-menopausa. Essa associação não significa que as mudanças hormonais sejam necessariamente a causa da ansiedade. Fatores biológicos, psicológicos e sociais podem interagir nessa experiência.

Qual a diferença entre perimenopausa e menopausa?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a menopausa natural é considerada depois de 12 meses seguidos sem menstruação, sem outra causa aparente. A perimenopausa é o período que vai dos primeiros sinais da transição até um ano depois da última menstruação. Ela pode durar vários anos e afetar o bem-estar físico, emocional, mental e social.

Terapia ajuda na ansiedade da perimenopausa?

Há evidências de que intervenções cognitivo-comportamentais podem ajudar a reduzir sintomas de ansiedade durante a transição menopausal. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 reuniu 30 estudos, com 3.501 mulheres, e encontrou um efeito médio pequeno, mas estatisticamente significativo, da TCC sobre os sintomas de ansiedade (d = −0,22).

A psicoterapia pode integrar o cuidado nessa fase, considerando as necessidades de cada mulher. A avaliação médica continua importante para investigar sintomas físicos e outras possíveis condições associadas, e o acompanhamento pode envolver psicóloga, ginecologista e, quando necessário, psiquiatra.

Compreender antes de se julgar

A ansiedade na perimenopausa não é um defeito de caráter nem sinal de que você “perdeu o controle”. É uma mudança que merece ser investigada com calma, olhando ao mesmo tempo para o corpo, para a história e para o momento de vida. Se algo nesta entrevista fez sentido para você, anote o que mudou, converse com alguém de confiança e, se a ansiedade estiver restringindo a sua vida, procure ajuda profissional. E se este texto pode ajudar uma amiga que está passando pela mesma fase, envie para ela.

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Leia também: Menopausa e perimenopausa: sinais emocionais que poucos falam e a entrevista com a psicóloga Luciana Perfetto sobre depressão em mulheres 40+.

Referências indicadas pela entrevistada

  1. Lang XL, Huang CC, Cui HY, Zhong HX, Shen MY, Zhao F. From physiology to psychology: an integrative review of menopausal syndrome. World J Psychiatry. 2025;15(11):108713. PubMed.
  2. McElhany K, Aggarwal S, Wood G, Beauchamp J. Protective and harmful social and psychological factors associated with mood and anxiety disorders in perimenopausal women: a narrative review. Maturitas. 2024;190:108118. PubMed.
  3. Bromberger JT, Kravitz HM, Chang Y, Randolph JF Jr, Avis NE, Gold EB, et al. Does risk for anxiety increase during the menopausal transition? Study of Women’s Health Across the Nation. Menopause. 2013;20(5):488-495. PubMed.
  4. Spector A, Li Z, He L, Badawy Y, Desai R. The effectiveness of psychosocial interventions on non-physiological symptoms of menopause: a systematic review and meta-analysis. J Affect Disord. 2024;352:460-472. PubMed.

Como este artigo foi feito: as respostas foram enviadas por escrito pela psicóloga Luciana T. S. Massaro em 07/10/2026 e aparecem entre aspas, com o texto dela. As respostas da entrevistada foram preservadas e os conteúdos complementares foram elaborados pela Equipe Vida Intencional. As quatro referências foram conferidas no PubMed em 08/10/2026. A versão final foi submetida à conferência técnica da entrevistada antes da publicação. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou psicológica.

Fontes complementares: OMS, Menopause (fact sheet de 16/10/2024); Ministério da Saúde, Rede de Atenção Psicossocial; CVV. Consultadas em 08/10/2026.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui aconselhamento médico, psicológico, jurídico ou financeiro profissional.

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